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Visiona conclui Revisão Preliminar de Projeto do VCUB, primeiro satélite projetado pela indústria nacional

Fonte: Embraer

São José dos Campos, 7 de março de 2019 – A Visiona Tecnologia Espacial, uma empresa dos grupos Embraer e Telebras, concluiu a Revisão Preliminar do Projeto (PDR) do nanossatélite VCUB, um marco no processo de desenvolvimento do primeiro satélite projetado pela indústria nacional. Nesta revisão foi congelada a arquitetura do sistema e demonstrado que todos os requisitos da missão encontram-se dentro do desejado, que os riscos do projeto estão controlados e dentro do aceitável para um programa de desenvolvimento desta natureza, e que as opções de projeto foram corretamente selecionadas.

A reunião para a PDR, ou Preliminary Design Review, ocorreu no Parque Tecnológico, em São José dos Campos.

A banca responsável pela avaliação dos requisitos foi presidida pelo Coordenador Geral de Engenharia e Tecnologia Espacial do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE) Marco Chamon, e contou com a presença do diretor de inovação do Instituto Senai de Inovação em Sistemas Embarcados, André Pierre Matei, e do engenheiro de sistemas do satélite ITASAT-1, Emerson de Oliveira.

A comissão avaliadora aprovou a revisão e o programa foi autorizado a avançar para a próxima fase, a de Projeto Detalhado. No primeiro semestre de 2018, o programa já havia sido aprovado na etapa de Definição de Missão.

A Revisão Preliminar de Projeto foi executada com base nas normas europeias ECSS (European Cooperation for Space Standardization), que são normalmente utilizadas apenas para sistemas de grande porte, como uma forma de testar a robustez e a maturidade dos processos de desenvolvimento da Visiona.

Segundo Chamon, a escolha deste padrão foi acertada tendo em vista a complexidade tecnológica do nanossatélite, cuja arquitetura foi concebida para ser utilizada em satélites de maior porte. “Apesar do tamanho, o VCUB é um sistema bastante sofisticado, com soluções complexas e de alto desempenho”.

Concepção artística da evolução do nanossatélite VCUB1

Durante a reunião, também foi detalhado o status dos sistemas em desenvolvimento pela Visiona. Segundo Himilcon Carvalho, diretor técnico da Companhia, “o principal objetivo do VCUB é desenvolver e validar a arquitetura do satélite e as delicadas tecnologias de controle de órbita e atitude, além de gestão de dados de bordo para que possam ser usados em futuras missões do Programa Espacial Brasileiro. Apesar da elevada complexidade dessas tecnologias, o satélite segue dentro do cronograma previsto e deve ser concluído no primeiro semestre de 2020 conforme programado”.

Também foi avaliada a maturidade dos sistemas de missão: o sistema de coleta de dados, em desenvolvimento pela Visiona e o Instituto Senai de Inovação, que será compatível com o atual Sistema Brasileiro de Coleta de Dados hidro-meteorológicos mas que trará inovações que permitirão o desenvolvimento de novas aplicações de Internet das Coisas (IoT, na sigla em inglês), e a câmera ótica de alta resolução em desenvolvimento no Brasil pela Opto S&D.

Segundo Eduardo Speranza e Fernando Matsuura, da Embrapa, “A tecnologia e a escolha das bandas espectrais da câmera, aliada à sua resolução espacial e capacidade de coleta de dados, tornam esse nanossatélite uma poderosa ferramenta para o mercado agrícola, com potencial de desenvolvimento de aplicações diferenciadas para o mercado brasileiro unindo as competências da Visiona e da Embrapa”.

A Embrapa e a Visiona Tecnologia Espacial assinaram em dezembro de 2018 um acordo de cooperação técnica para o desenvolvimento de sistemas inteligentes que combinam tecnologia espacial com sistemas informatizados aplicados à agricultura. O acordo abre perspectivas para novos modelos de negócios e apresenta grande potencial de impacto e inovação para a agricultura brasileira.

Além das autoridades já citadas estiveram presentes na PDR representantes das empresas Akaer, Opto S&D e das entidades DCTA/IAE, SENAI, Embrapa, INPE e ITA.

Sobre a Visiona Tecnologia Espacial

A Visiona é uma Empresa Estratégica de Defesa de capital e controle nacionais formada pela Embraer Defesa & Segurança e a Telebras para a integração de sistemas espaciais. Criada em 2012 para atender os objetivos do Programa Nacional de Atividades Espaciais (PNAE) e do Programa Estratégico de Sistemas Espaciais (PESE), a empresa foi a responsável pelo programa do Satélite Geoestacionário de Defesa e Comunicações Estratégicas, o SGDC, e é empresa líder no mercado brasileiro de sensoriamento remoto orbital.